Peça a graça de não ser enganado
A todo instante o inimigo de Deus tenta nos deixar cegos, insensíveis e pensamos que não é bem assim. Na verdade, é o maligno que cega nossos olhos, tapa nossos ouvidos, insensibiliza nosso coração, para que não reconheçamos a maravilha que Deus fez em nós. É pela ação do Espírito Santo que o Senhor tira dos nossos olhos as vendas que causam toda essa insensibilidade, dureza e torpor.
A palavra “predestinação” já mostra que existe um destino para cada um de nós. Justamente por causa disso, a tentação continuamente nos oferece brinquedinhos, coisas que satisfazem a nossa carne, nos dão prazer, status e posição social… nos deixamos enganar pelo inimigo por pequenas coisas. Ele é mestre em nos enganar. O diabo nos ilude fazendo-nos acreditar que somos o máximo, que somos capazes de conseguir tudo sozinhos… até mesmo nos sentirmos superiores a Deus.
Somos chamados à santidade. Todos, sem exceções. É este o nosso primeiro chamado. Esta é a primeira vocação de todo batizado. Peça a Deus a graça de não ser mais enganado.
Deus o abençoe!
Nossa Senhora e a Eucaristia
O Papa João Paulo II escreveu o documento Eclésia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; o próprio beato afirma que ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que a Virgem Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas, por intermédio de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo.
O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma! É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância, e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão. Todos podem receber a Eucaristia, independentemente de sua condição física ou psicológica. Deus quis que você recebesse o Corpo, a Alma e a Divindade de Cristo. É Jesus, que se esconde e se aniquila por meio da Eucaristia.
Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho,não tem como ser Jesus. O Senhor não “está” no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão.
Quando compreendermos o amor de Jesus Cristo por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior. Hóstia significa “vítima oferecida em sacrifício”. Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d’Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera.
Todos nós conhecemos a passagem bíblica que narra as Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Naquele momento, o Senhor mudou tanto a aparência como a substância do líquido, diferentemente do que acontece durante a consagração, na celebração da Santa Missa. A essência do trigo é o próprio Corpo de Cristo; a essência do vinho é Seu próprio Sangue.
Assim como Jesus se fez presente no seio da Santíssima Virgem Maria durante a gestação, quando O recebemos na Hóstia Consagrada Ele está presente dentro em nós. Então, como Maria, podemos cantar o “Magnificat“. Nosso Senhor Jesus Cristo se encarna no corpo de cada um de nós, nessa hora, também com o desígnio de nos salvar. Ele tem uma paixão enorme pela nossa essência, a nossa alma, por isso, tenta de todas as maneiras salvá-la. Diante disso, cabe a nós olharmos para Cristo, na Eucaristia, com a mesma adoração que Isabel recebeu Maria, quando grávida, ao visitá-la (cf. Lucas 1,39-56).
Assim como a Igreja e a Eucaristia não se separam; a Virgem Maria e a Eucaristia também não se separam. Quem entra na comunhão com Cristo, entra na escola de Maria, pois ela tem muito a nos ensinar!
Aprendendo a viver da fé
As pessoas se aplicam… E o segredo está em se aplicar aos exercícios. Quem pratica consegue. Os que não persistem ficam para trás.
O Senhor está levando seus valentes guerreiros, aqueles que Ele quer formar para a Sua “tropa de elite”, para Sua “academia”. Aí Ele quer formá-los; e o ponto de partida é um sólido treinamento na fé.
Foi assim que Ele formou São José, aquele que o Pai escolheu para ser o pai adotivo de Seu Filho Jesus:
“Eis qual foi a origem de Jesus Cristo. Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José. Ora, antes de terem coabitado, achou-se ela grávida por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la publicamente, resolveu repudiá-la secretamente. Tal era o projeto que concebera, mas eis que o Anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: ‘José, filho de Davi, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa: o que foi gerado nela provém do Espírito Santo, e ela dará a luz um filho a quem porás o nome de Jesus, pois é ele que salvará o seu povo dos seus pecados’. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor dissera pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, ao qual darão o nome de Emanuel, o que se traduz: ‘Deus conosco’. Ao despertar, José fez, o que o Anjo do Senhor lhe prescreva: acolheu em sua casa a sua esposa” (Mt 1,18-24).
José não deixou de ser o que era, apenas ficou “na sombra”, pondo sempre Deus em primeiro lugar. Por outro lado, nós, devido ao pecado original, queremos sempre ser os primeiros. O primeiro, porém, deve ser Deus; sempre Deus; unicamente Deus. Ele é o primeiro. Ele precisa ser o único.
De maneira muito concreta, Jesus era o primeiro na vida de José. Em segundo lugar estavam os outros, dentre os quais Maria era a primeira. Ele era sempre o terceiro, ou melhor: o último. José era sempre o último.
O que ele passou não foi fácil. Deus exigiu mais fé de José do que da própria Virgem Maria. A ela um anjo apareceu comunicando a mensagem; ela pôde até mesmo questioná-lo. Com José não foi dessa forma: ele não viu nem conversou com o anjo; ele precisou acreditar.
Dom Damasceno é o novo presidente da CNBB
Os bispos de todo país, reunidos na 49ª Assembleia Geral, nesta segunda-feira, 9, elegeram o Arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, como presidente do organismo. Para o cargo de presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Dom Damasceno substitui o Arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha, que ficou por quatro anos no cargo.
6 anos de pontificado de bento XVI
O Anjo do Senhor anunciou a Maria
Peçamos hoje a Nossa Senhora da Anunciação e a São Gabriel, a graça de sermos fieis a missão que o Senhor nos confiou, renovando o nosso sim de cada dia.
São Gabriel, rogai por nos.
Viver em Comunidade
Tudo me pediste…
Deus nos deu inteligência para saber e conhecer. Deu-nos sensibilidade. Sentimos e temos emoções. Assim, quando estivermos diante dele, sentiremos essa emoção diferente de ficar admirados, emocionados e envolvidos diante de Deus: é a oração do coração que apaixonado, oração secreta porque está envolta pela presença de Deus e que dele se ocupa de maneira ininterrupta.
O pecado original, dentro de nós, é como um defeito de fabricação. Muitas pessoas, ao comprarem um carro novo, percebem logo que ele apresenta defeito e o levam à oficina especializada; devido ao grande trabalho que têm acabam devolvendo o carro para a revendedora. Aquele carro já veio com defeito de fabricação, não por minha culpa e nem porque dirijo mal, mas porque o defeito já existia.
Há uma criatura dentro de nós que só nos dá trabalho: a Palavra de Deus a chama de homem velho. Na verdade somos nós mesmos, mas, uma vez agraciados pelo Senhor, recebemos a efusão do Espírito Santo e um homem novo vai se formando dentro de nós.
Uma transformação vai acontecendo, porém o homem velho continua a existir. Ele nos dá trabalho porque tem defeito de fabricação, de nascença. Viemos com um defeito de fabricação que se chama pecado original e, é justamente por causa desse pecado que, sem desejarmos, há em nós uma indisposição para adorar.
Às vezes você fica atrapalhado ou com vergonha pelo fato de não conseguir fazer adoração e faz de tudo para que as outras pessoas não saibam que sente essa dificuldade.
Só que infelizmente isso é algo natural, que acontece por causa do defeito de fabricação que temos: o pecado original.
Admirar Deus nos faz um bem enorme. Não é que Ele goste de ser admirado, mas é que Ele sabe que essa admiração faz bem a nós, como que recarregando nossas baterias.
Nossa admiração diante de Deus nos torna mais gente, nos faz mais criaturas humanas, nos faz crescer como pessoa. Quanto mais nos aproximamos de Deus, nos tornamos criaturas mais sensíveis. Por isso Ele nos deu a graça de poder adorá-Lo.
Papa celebra Dia Mundial da Vida Consagrada
Nesta quarta-feira, 2, o Papa Bento XVI presidirá a celebração das Vésperas com os membros dos Institutos de Vida Consagrada e da Sociedade de Vida Apostólica, na festa da Apresentação do Senhor e XV Dia Mundial da Vida Consagrada. A celebração acontecerá na Basílica Vaticana, às 17h30 (no horário de Roma, 14h30 em Brasília).
“Um mistério simples e solene”, assim Bento XVI define a Apresentação do pequeno Jesus ao Templo de Jerusalém, comemorado 40 dias depois da celebração do Natal. Este é um momento particular da vida da Sagrada Família e um evento que resguarda a humanidade inteira, pois Jesus é apresentado como o “mediador que une Deus e o homem, abolindo as distâncias, eliminando cada divisão e derrubando cada muro de separação”, explica o Papa.
O Santo Padre salienta que Jesus “inicia, ainda Menino, sua caminhada sobre a via da obediência, que percorrerá até o fim”, e destaca Maria como a primeira pessoa associada ao Senhor sobre o caminho da obediência.
“Levando o Filho a Jerusalém, a Virgem Maria o oferece a Deus como verdadeiro Cordeiro que tira os pecados do mundo, o apresenta a todos como luz para o caminho seguro sob a via da verdade e do amor”, disse Bento XVI durante a Missa do Dia Mundial da Vida Consagrada em 2006.
Justamente a obediência de Jesus e Maria, salienta o Pontífice, são um modelo a ser seguido para os consagrados, chamados a servir Deus e fazer resplandecer a Sua luz na Igreja e no mundo.
“Como, de fato, a vida de Jesus, na sua obediência e dedicação ao Pai, é parábola vivida do ‘Deus conosco’, assim, na concreta dedicação das pessoas consagradas a Deus, os irmãos tornam-se sinal eloquente da presença do Reino de Deus para o mundo de hoje”, afirmou o Papa durante a mesma comemoração em 2006.
Bento XVI salienta também que esta entrega a Cristo e a Igreja é um anúncio forte e claro da presença de Deus numa linguagem compreensível nestes tempos.
Os consagrados, segundo o Santo Padre, são sentinelas que percebem e anunciam a vida nova já presente na nossa história. Bento XVI destaca que o encorajamento daqueles que responderam sem reversas ao chamado de Deus não deve ser desestimulado mesmo diante das inevitáveis dificuldades da vida e muitos desafios dos tempos modernos.
“Com os seus exemplos, proclamam num mundo muitas vezes confuso, mas na realidade sempre mais em busca de um sentido, que Deus é o Senhor da existência. Escolhendo a obediência, a pobreza e a castidade para o Reino dos Céus, mostrando que todo apego e amor as coisas e as pessoas é incapaz de saciar definitivamente o coração; que a existência terrena é um período mais ou menos longo para o encontro ‘face a face’ com o Esposo divino, empenhados a viver com o coração sempre vigilante para estarem prontos a reconhecê-lo e acolhe-lo quando Ele vir”, enfatizou o Pontífice na celebração das Vésperas em 2007.
Para Bento XVI a pessoa consagrada representa uma ponte que leva Deus a todos, e por isso é preciso agradecer a Deus por esse inestimável dom.
“Se esses não existissem, quão mais pobre seria o mundo! Além de todas as avaliações superficiais da sua utilidade, a vida consagrada é importante justamente por ser sinal de gratuidade e amor, principalmente numa sociedade que tende a ser sufocada no turbilhão do efêmero e do lucro. A vida consagrada, em vez, testemunha a suberabundância de amor que impulsiona a perder a própria vida, como resposta a esse imenso Amor do Senhor, que por primeiro perdeu a sua vida por nós”, destacou Bento XVI nas Vésperas de 2010.
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