Segunda-feira, 16 de maio de 2011, 08h37 | Atualizada, 09h25
Abusos sexuais contra menores: Vaticano publica diretrizes
Leonardo Meira
Da Redação
seattletimes
Cardeal Levada afirma que diretrizes buscam ajudar Bispos da Conferência a seguir procedimentos claros e coordenados nos casos de abuso
A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), do Vaticano,divulgou na manhã desta segunda-feira, 16, a "Carta Circular para ajudar as Conferências Episcopais na preparação de linhas diretrizes no tratamento dos casos de abuso sexual contra menores por parte de clérigos".
Um exemplar completo das diretrizes preparadas por cada Conferência Episcopal deve ser enviado à Congregação antes do final de maio de 2012.
Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Carta Circular - abuso sexual contra menores por parte de clérigos
A Circular é "um passo muito importante para promover em toda a Igreja a consciência da necessidade e da urgência de responder de maneira mais eficaz e com visão de futuro ao flagelo dos abusos sexuais por parte de membros do clero, renovando assim a plena credibilidade do testemunho e da missão educativa da Igreja e contribuindo para criar na sociedade em geral aqueles ambientes educativos seguros dos quais se tem necessidade urgente", afirma em nota o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.
Estrutura
A Introdução da Carta Circular recorda que uma das importantes responsabilidades do Bispo diocesano para assegurar o bem comum dos fiéis e, especialmente, das crianças e dos jovens, é a de dar "uma resposta adequada aos eventuais casos de abuso sexual contra menores, cometidos por clérigos na própria diocese. Tal resposta implica a instituição de procedimentos capazes de dar assistência às vítimas de tais abusos, bem como a formação da comunidade eclesial com vistas à proteção dos menores. Tal resposta deverá prover à aplicação do direito canônico neste campo, e, ao mesmo tempo, levar em consideração as disposições das leis civis".
O documento contém as seguintes seções:
I. Apectos gerais:
a) As vítimas do abuso sexual;
b) A proteção dos menores;
c) A formação dos futuros sacerdotes e religiosos
d) O acompanhamento dos sacerdotes;
e) A cooperação com as autoridades civis
- elenca as principais orientações que devem constituir as Diretrizes a serem preparadas pelo episcopado mundial: atenção prioritária às vítimas, programas de prevenção, formação de seminaristas, formação permanente do clero, cooperação com as autoridades civis e a aplicação atenta e rigorosa da normativa canônica mais atualizada sobre o assunto.
II. Breve relatório da legislação canônica em vigor relativa ao delito de abuso sexual de menores perpretado por um clérigo
- recorda-se a competência dos Bispos e superiores religiosos maiores para a investigação preliminar e, em caso de acusações credíveis, a obrigação de remeter o caso à CDF, que oferece indicações posteriores. Fala-se também de medidas cautelares que se devem impor e da informação que se deve dar ao acusado durante a investigação preliminar. Elenca-se as medidas canônicas e as penas eclesiásticas que se podem aplicar aos culpáveis, incluída a demissão do estado clerical. Por fim, especifica-se a relação entre a legislação canônica válida para toda a Igreja e as eventuais normas específicas particulares adicionais que as Conferências Episcopais considerem apropriadas ou necessárias, e o procedimento que se deve seguir nesses casos.
III. Indicações aos Ordinários sobre o modo de proceder
- sublinha a necessidade: de oferecer assistência às vítimas; de tratar com respeito ao denunciante e assegurar a privacidade e a reputação das pessoas; de ter devidamente em conta as leis civis do país, incluindo a eventual obrigação de avisar as autoridades civis; de garantir ao acusado informação sobre as acusações e possibilidades de responder, e, em todo caso, uma manutenção justa e digna; de excluir o regresso do clérigo ao ministério público, em caso de perigo para os menores ou de escândalo para a comunidade. Uma vez mais, reitera-se a responsabilidade primordial dos Bispos e superiores maiores, que não pode ser substituída por órgãos de controle ou discernimento, apesar de serem úteis ou necessários para sustentar essa responsabilidade.
Na Conclusão, a CDF recorda que as linhas diretrizes preparadas pelas Conferências Episcopais buscam proteger os menores e ajudar as vítimas para encontrar assitência e reconciliação. "As mesmas deverão indicar que a responsabilidade no tratamento dos delitos de abuso sexual de menores pro parte dos clérigos compete em primeiro lugar ao Bispo diocesano. Por fim, as linhas diretrizes deverão levar a uma orientação comum no seio de uma Conferência Episcopal, ajudando a harmonizar do melhor modo os esforços dos Bispos em particular a fim de salvaguardar os menores", esclarece.
Motivação
Em uma carta destinada aos bispos, anexa à Circular, o prefeito da CDF, Cardeal William Joseph Levada, recorda que o Papa Bento XVI publicou em 21 de maio de 2010 a revisão do Motu proprio Sacramentorum sanctitatis tutela, acerca das normas concernentes aos delicta graviora, incluindo o abuso sexual de menores por parte de clérigos.
"Com o fim de facilitar a adequada implementação de tais normas e demais questões relacionadas com o abuso de menores, é conveniente que cada Conferência Episcopal prepare algumas linhas guia com o propósito de ajudar aos Bispos da Conferência a seguir procedimentos claros e coordenados no tratamento dos casos de abuso", escreve Levada.
O Cardeal indica que seria benéfica a participação dos superiores maiores dos Institutos de Vida Consagrada presentes no território de cada Conferência na elaboração de tais diretrizes.
Em nota, padre Lombardi disse que, através da Circular, a Congregação "oferece uma ampla série de princípios e indicações, que não somente facilitarão a formulação de Linhas guia e, portanto, a uniformidade da conduta das autoridades eclesiásticas nas diferentes nações, mas também garantirão a coerência no nível de Igreja universal, ainda que respeitando as competências dos Bispos e dos superiores religiosos".
Ariane Fonseca

Um exemplar completo das diretrizes preparadas por cada Conferência Episcopal deve ser enviado à Congregação antes do final de maio de 2012.
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.: NA ÍNTEGRA: Carta Circular - abuso sexual contra menores por parte de clérigos
A Circular é "um passo muito importante para promover em toda a Igreja a consciência da necessidade e da urgência de responder de maneira mais eficaz e com visão de futuro ao flagelo dos abusos sexuais por parte de membros do clero, renovando assim a plena credibilidade do testemunho e da missão educativa da Igreja e contribuindo para criar na sociedade em geral aqueles ambientes educativos seguros dos quais se tem necessidade urgente", afirma em nota o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.
Estrutura
A Introdução da Carta Circular recorda que uma das importantes responsabilidades do Bispo diocesano para assegurar o bem comum dos fiéis e, especialmente, das crianças e dos jovens, é a de dar "uma resposta adequada aos eventuais casos de abuso sexual contra menores, cometidos por clérigos na própria diocese. Tal resposta implica a instituição de procedimentos capazes de dar assistência às vítimas de tais abusos, bem como a formação da comunidade eclesial com vistas à proteção dos menores. Tal resposta deverá prover à aplicação do direito canônico neste campo, e, ao mesmo tempo, levar em consideração as disposições das leis civis".
O documento contém as seguintes seções:
I. Apectos gerais:
a) As vítimas do abuso sexual;
b) A proteção dos menores;
c) A formação dos futuros sacerdotes e religiosos
d) O acompanhamento dos sacerdotes;
e) A cooperação com as autoridades civis
- elenca as principais orientações que devem constituir as Diretrizes a serem preparadas pelo episcopado mundial: atenção prioritária às vítimas, programas de prevenção, formação de seminaristas, formação permanente do clero, cooperação com as autoridades civis e a aplicação atenta e rigorosa da normativa canônica mais atualizada sobre o assunto.
II. Breve relatório da legislação canônica em vigor relativa ao delito de abuso sexual de menores perpretado por um clérigo
- recorda-se a competência dos Bispos e superiores religiosos maiores para a investigação preliminar e, em caso de acusações credíveis, a obrigação de remeter o caso à CDF, que oferece indicações posteriores. Fala-se também de medidas cautelares que se devem impor e da informação que se deve dar ao acusado durante a investigação preliminar. Elenca-se as medidas canônicas e as penas eclesiásticas que se podem aplicar aos culpáveis, incluída a demissão do estado clerical. Por fim, especifica-se a relação entre a legislação canônica válida para toda a Igreja e as eventuais normas específicas particulares adicionais que as Conferências Episcopais considerem apropriadas ou necessárias, e o procedimento que se deve seguir nesses casos.
III. Indicações aos Ordinários sobre o modo de proceder
- sublinha a necessidade: de oferecer assistência às vítimas; de tratar com respeito ao denunciante e assegurar a privacidade e a reputação das pessoas; de ter devidamente em conta as leis civis do país, incluindo a eventual obrigação de avisar as autoridades civis; de garantir ao acusado informação sobre as acusações e possibilidades de responder, e, em todo caso, uma manutenção justa e digna; de excluir o regresso do clérigo ao ministério público, em caso de perigo para os menores ou de escândalo para a comunidade. Uma vez mais, reitera-se a responsabilidade primordial dos Bispos e superiores maiores, que não pode ser substituída por órgãos de controle ou discernimento, apesar de serem úteis ou necessários para sustentar essa responsabilidade.
Na Conclusão, a CDF recorda que as linhas diretrizes preparadas pelas Conferências Episcopais buscam proteger os menores e ajudar as vítimas para encontrar assitência e reconciliação. "As mesmas deverão indicar que a responsabilidade no tratamento dos delitos de abuso sexual de menores pro parte dos clérigos compete em primeiro lugar ao Bispo diocesano. Por fim, as linhas diretrizes deverão levar a uma orientação comum no seio de uma Conferência Episcopal, ajudando a harmonizar do melhor modo os esforços dos Bispos em particular a fim de salvaguardar os menores", esclarece.
Motivação
Em uma carta destinada aos bispos, anexa à Circular, o prefeito da CDF, Cardeal William Joseph Levada, recorda que o Papa Bento XVI publicou em 21 de maio de 2010 a revisão do Motu proprio Sacramentorum sanctitatis tutela, acerca das normas concernentes aos delicta graviora, incluindo o abuso sexual de menores por parte de clérigos.
"Com o fim de facilitar a adequada implementação de tais normas e demais questões relacionadas com o abuso de menores, é conveniente que cada Conferência Episcopal prepare algumas linhas guia com o propósito de ajudar aos Bispos da Conferência a seguir procedimentos claros e coordenados no tratamento dos casos de abuso", escreve Levada.
O Cardeal indica que seria benéfica a participação dos superiores maiores dos Institutos de Vida Consagrada presentes no território de cada Conferência na elaboração de tais diretrizes.
Em nota, padre Lombardi disse que, através da Circular, a Congregação "oferece uma ampla série de princípios e indicações, que não somente facilitarão a formulação de Linhas guia e, portanto, a uniformidade da conduta das autoridades eclesiásticas nas diferentes nações, mas também garantirão a coerência no nível de Igreja universal, ainda que respeitando as competências dos Bispos e dos superiores religiosos".
Segunda-feira, 16 de maio de 2011, 08h24
Arcebispo de Salvador ressalta importância de buscar a santidade
Ariane Fonseca
Da Redação
Clarissa Oliveira/ Fotos CN
Dom Murilo acredita que Salvador ganhou um privilégio que poucas dioceses do país tiveram para mostrar que ser santo na atualidade é possível
“Que a beatificação de Irmã Dulce seja um apelo para buscarmos, todos juntos, a santidade!”. Esse é o desejo do Arcebispo de Salvador (BA), Dom Murilo Krieger, para a cerimônia que acontece no dia 22, a partir das 12h, no Parque de Exposições da capital baiana.
Segundo o prelado, o grande preparativo para o momento é espiritual, pois a Arquidiocese espera que a beatificação seja um 'Kairos', palavra grega que significa 'tempo da graça de Deus'. “Todos nós estamos envolvidos, trabalhando muito para a cerimônia. Mas esse momento passa, o queremos que fique marcado é o apelo à santidade”, declarou.
Acesse
.: Página especial sobre a beatificação de Irmã Dulce
.: Saiba mais sobre a vida e obra da religiosa
Dom Murilo acredita que Salvador ganhou um privilégio que poucas dioceses do país tiveram para mostrar que ser santo na atualidade é possível. “Durante muito tempo pensou-se que a santidade era algo do passado ou que acontecia só na Europa. Agora temos alguém que viveu na nossa cidade, atendeu doentes concretos e que a Igreja apresenta como modelo. Uma mulher frágil, pequena e limitada, mas que conseguiu porque fez a vontade de Deus”, completou o bispo.
As gestões oficiais para a instalação do processo de beatificação e canonização de Irmã Dulce foram iniciadas em 1999, com a concessão do 'Nihil Obstat', documento que a Santa Sé disponibiliza decretando não existir impedimento para a introdução da causa.
Em 2000, foi realizada a abertura do Processo Canônico sobre a sua vida, virtudes e fama de santidade. A graça obtida pela intercessão de Irmã Dulce, em 2003, foi examinada primeiramente no Brasil e reconhecida pelos peritos médicos como um caso que não pôde ser explicado pelos meios da ciência. Os peritos e os cardeais da Congregação para as Causas dos Santos foram unânimes no reconhecimento deste milagre, constando que se tratava de um caso extraordinário de cura.
Em abril de 2009, foram reconhecidas suas virtudes heroicas e ela foi declarada Venerável pelo Vaticano. Em junho de 2010, seu corpo foi exumado e transferido junto às suas relíquias, últimos atos antes da beatificação.
“Irmã Dulce é um ícone! Salvador tem mais de 460 anos e passaram por lá pessoas ilustres da política e também celebridades. Entretanto, uma humilde religiosa, profundamente frágil fisicamente, é apresentada como modelo e sua figura é ressaltada”, enfatizou Dom Murilo.
Essa é a segunda vez que o bispo de Salvador presencia de perto o caminho rumo á santidade de uma pessoa. Em 2002, o prelado participou da cerimônia de canonização de Santa Madre Paulina, italiana que veio para o Brasil aos nove anos e exerceu seu ministério de amor aos doentes, órfãos e idosos em Santa Catarina. Na época, ele era Arcebispo de Florianópolis.
“É como se Deus falasse para mim: 'Você é frágil, limitado, mas coloco ao seu lado pessoas que podem mostrar a força da Minha graça'. Espero que essa beatificação da Irmã Dulce comova o coração dos fiéis para que eles se voltem aos pobres. Além do seu testemunho de amor ao Pai, a religiosa deixou uma obra gigantesca que não vive sem a colaboração daqueles que amam o 'Anjo bom da Bahia'”, concluiu Dom Murilo.
Novena de Irmã Dulce
Já está disponível para download a novena de Irmã Dulce. O material é composto de nove encontros de oração que apresentam a vida da religiosa como exemplo para quem busca um encontro íntimo com Deus. Segundo a Arquidiocese de Salvador (BA), a novena deve ter seu início sempre no dia 13, terminando no 21 de cada mês.
.: Clique para baixar
Leia mais
.: Veja a cronologia dos trabalhos sociais de Irmã Dulce
.: Saiba qual é o caminho para se tornar santo
.: Conheça os santos e beatos do Brasil
Segundo o prelado, o grande preparativo para o momento é espiritual, pois a Arquidiocese espera que a beatificação seja um 'Kairos', palavra grega que significa 'tempo da graça de Deus'. “Todos nós estamos envolvidos, trabalhando muito para a cerimônia. Mas esse momento passa, o queremos que fique marcado é o apelo à santidade”, declarou.
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Dom Murilo acredita que Salvador ganhou um privilégio que poucas dioceses do país tiveram para mostrar que ser santo na atualidade é possível. “Durante muito tempo pensou-se que a santidade era algo do passado ou que acontecia só na Europa. Agora temos alguém que viveu na nossa cidade, atendeu doentes concretos e que a Igreja apresenta como modelo. Uma mulher frágil, pequena e limitada, mas que conseguiu porque fez a vontade de Deus”, completou o bispo.
As gestões oficiais para a instalação do processo de beatificação e canonização de Irmã Dulce foram iniciadas em 1999, com a concessão do 'Nihil Obstat', documento que a Santa Sé disponibiliza decretando não existir impedimento para a introdução da causa.
Em 2000, foi realizada a abertura do Processo Canônico sobre a sua vida, virtudes e fama de santidade. A graça obtida pela intercessão de Irmã Dulce, em 2003, foi examinada primeiramente no Brasil e reconhecida pelos peritos médicos como um caso que não pôde ser explicado pelos meios da ciência. Os peritos e os cardeais da Congregação para as Causas dos Santos foram unânimes no reconhecimento deste milagre, constando que se tratava de um caso extraordinário de cura.
Em abril de 2009, foram reconhecidas suas virtudes heroicas e ela foi declarada Venerável pelo Vaticano. Em junho de 2010, seu corpo foi exumado e transferido junto às suas relíquias, últimos atos antes da beatificação.
“Irmã Dulce é um ícone! Salvador tem mais de 460 anos e passaram por lá pessoas ilustres da política e também celebridades. Entretanto, uma humilde religiosa, profundamente frágil fisicamente, é apresentada como modelo e sua figura é ressaltada”, enfatizou Dom Murilo.
Essa é a segunda vez que o bispo de Salvador presencia de perto o caminho rumo á santidade de uma pessoa. Em 2002, o prelado participou da cerimônia de canonização de Santa Madre Paulina, italiana que veio para o Brasil aos nove anos e exerceu seu ministério de amor aos doentes, órfãos e idosos em Santa Catarina. Na época, ele era Arcebispo de Florianópolis.
“É como se Deus falasse para mim: 'Você é frágil, limitado, mas coloco ao seu lado pessoas que podem mostrar a força da Minha graça'. Espero que essa beatificação da Irmã Dulce comova o coração dos fiéis para que eles se voltem aos pobres. Além do seu testemunho de amor ao Pai, a religiosa deixou uma obra gigantesca que não vive sem a colaboração daqueles que amam o 'Anjo bom da Bahia'”, concluiu Dom Murilo.
Novena de Irmã Dulce
Já está disponível para download a novena de Irmã Dulce. O material é composto de nove encontros de oração que apresentam a vida da religiosa como exemplo para quem busca um encontro íntimo com Deus. Segundo a Arquidiocese de Salvador (BA), a novena deve ter seu início sempre no dia 13, terminando no 21 de cada mês.
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Segunda-feira, 16 de maio de 2011, 09h46
Dados de caixas-pretas do Airbus da Air France foram recuperados
Agência Brasil
Os dados das duas caixas-pretas do Airbus Air France, que caiu no Atlântico em 2009, foram preservados e puderam ser recuperados pelos investigadores franceses neste fim de semana, anunciou nesta segunda-feira, 16, o Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês).
As leituras permitiram recolher a integralidade dos dados contidos no gravador de parâmetros técnicos do voo 447, como também a integralidade das gravações sonoras das duas últimas horas do voo.
A expectativa é que a análise das informações explique as circunstâncias exatas do acidente com o avião que fazia a rota Rio-Paris quando caiu, em 31 de maio de 2009, matando as 228 pessoas a bordo.
Segundo um comunicado do BEA, a análise do material deve durar várias semanas. Um relatório será redigido e divulgado nos próximos meses.
As operações foram feitas na presença de uma equipe internacional de investigadores de acidentes aéreos, entre os quais dois brasileiros do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (Cenipa).
No fim de semana, os investigadores limparam (retirando vestígios de sal) e secaram os cartões de memória internos das caixas-pretas. Por se tratarem de provas em uma investigação judicial, a operação foi também acompanhada por um oficial da polícia judiciária francesa.
As duas caixas-pretas permaneceram durante quase dois anos submersas no Atlântico a 3,9 mil metros de profundidade. Elas chegaram na semana passada à França. Uma delas contém os parâmetros técnicos do voo, como altitude e velocidade, e a segunda grava as conversas dos pilotos ou qualquer outro som emitido na cabine.
Os investigadores franceses também resgataram outras peças do Airbus da Air France, como parte da cabine de pilotagem, o joystick dos pilotos e seus assentos e também os calculadores do motor, que gravam inúmeros parâmetros "preciosos", segundo o BEA.
O resgate de peças e eventualmente de corpos, se os testes para tentar extrair o DNA das duas vítimas já retiradas do mar forem positivos, deverá ser retomado por volta do dia 21 de maio.
Segunda-feira, 16 de maio de 2011, 09h46
Japão anuncia amanhã cronograma para estabilização de usina nuclear
Agência Brasil
O governo do Japão prepara para esta terça-feira, 17, o anúncio do novo calendário sobre o controle radioativo da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país. A informação foi dada nesta segunda-feira, 16, pelo primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, durante audiência pública na Comissão de Orçamento da Câmara. Inicialmente, a previsão era que o trabalho duraria de seis a nove meses.
As informações são da rede estatal de televisão do Japão, a NHK. Os acidentes nucleares no Japão ocorreram logo após o terremoto seguido por tsunami, em 11 de março. Em decorrência dos abalos, a estrutura de alguns dos reatores da usina foi atingida provocando vazamentos e explosões na região. Moradores de municípios ao redor de Fukushima Daiichi foram obrigados a deixar suas casas e até hoje aguardam orientação do governo para retornar.
No mês passado, o comando da Tokyo Electric Power Company (Tepco), que administra a usina, previu um cronograma para a estabilização dos reatores até o primeiro semestre de 2012. Para Kan, é possível manter o calendário inicial de até nove meses para a conclusão dos trabalhos.
O primeiro-ministro afirmou que o governo prepara um calendário próprio referente ao controle radioativo da usina.
Paralelamente, o presidente da Tepco, Masataka Shimizu, confirmou que serão pagas indenizações para as pessoas afetadas pelos vazamentos e explosões nucleares. O pagamento de indenizações inclui moradores e trabalhadores da usina.
Shimizu disse que é “extremamente difícil” para a empresa obter empréstimos e levantar fundos por meio da emissão de bônus corporativos. Diante dos parlamentares, o presidente da empresa apelou para que o Orçamento do Japão inclua um apoio para eventuais indenizações.
O terremoto e o tsunami de março deixaram cerca de 25 mil mortos e desaparecidos no Japão. Desde março, têm ocorrido tremores de terra no país. O Nordeste japonês é a área que mais sofre com os abalos sísmicos.
Segunda-feira, 16 de maio de 2011, 08h58
Tremor de 6 graus é registrado a 878 km de Fernando de Noronha
Da Redação, com Agência Brasil
Um tremor de terra de 6 graus na escala Richter foi registrado a 878 quilômetros do Arquipélago de Fernando de Noronha. De acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Terremotos, nos Estados Unidos, o abalo ocorreu às 10h08 (horário de Brasília), deste domingo, 15, a 415 quilômetros do arquipélago de São Pedro e São Paulo e a 1.276 quilômetros de Natal (RN).
O tremor teve epicentro a 10 quilômetros (km) abaixo do fundo do mar. Apesar de a profundidade da água ser de 4 mil metros na região, o professor George Sand França, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), descarta o risco de tsunami por causa das características da área onde ocorreu o abalo e da magnitude do terremoto.
Segundo ele, um tsunami só pode ser provocado por abalos acima de 7 graus na escala Richter e em falhas geológicas, quando duas placas tectônicas se encontram e uma é empurrada para baixo da outra. “No meio do Oceano Atlântico ocorre exatamente o contrário. As placas do continente americano e da África estão se separando. Então, as chances de tsunami são remotas”, explicou.
De acordo com França, a região do abalo é marcada por dois tipos de movimentos sismológicos: a separação dos continentes e o deslocamento paralelo das placas. “O terremoto de hoje foi provocado por esse movimento paralelo. É como se uma placa tivesse raspado na outra, sem consequências mais sérias”.
O tremor teve epicentro a 10 quilômetros (km) abaixo do fundo do mar. Apesar de a profundidade da água ser de 4 mil metros na região, o professor George Sand França, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), descarta o risco de tsunami por causa das características da área onde ocorreu o abalo e da magnitude do terremoto.
Segundo ele, um tsunami só pode ser provocado por abalos acima de 7 graus na escala Richter e em falhas geológicas, quando duas placas tectônicas se encontram e uma é empurrada para baixo da outra. “No meio do Oceano Atlântico ocorre exatamente o contrário. As placas do continente americano e da África estão se separando. Então, as chances de tsunami são remotas”, explicou.
De acordo com França, a região do abalo é marcada por dois tipos de movimentos sismológicos: a separação dos continentes e o deslocamento paralelo das placas. “O terremoto de hoje foi provocado por esse movimento paralelo. É como se uma placa tivesse raspado na outra, sem consequências mais sérias”.
Revelado o milagre atribuído a Irmã Dulce
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